Luna de sangue

Certo dia, ao despertar de errados sonhos inquietantes, me deparei na cama transformada em terrível formato circunférico. Minha pele estava arenosa e tomada por pequeninas crateras que me deixavam terrivelmente feia. Ao me esforçar para levantar da cama, escorreguei pela colcha e rolei, caindo ao chão desconcertadamente.
Ao banheiro corri e de frente ao espelho chorei. Estava sem brilho, gorda, pálida e feia. Parecia mais uma obra de mal gosto feita por Deus em um dia de fúria. De repente, uma hipótese: és tudo obra de um pesadelo de mal gosto pregado pelo meu cérebro cansado. Me belisquei e mais uma pequena cratera em mim formei. Era tudo obra da maldita realidade. Aos céus indaguei: por qual monstruoso pecado mereci ser transformada, do dia para noite, em uma desconcertante monstrinha gorda?!
Tanta gente pra ser sorteada na praga neste mundão e justo a mim, neste justo dia! Como ia explicar para o Ivo a ausência na reunião? Abalada, ao chão recorri - e por conta do desnível do banheiro e de meu mais novo rechonchudo corpo, rolei devagarinho rumo ao ralo (a metáfora perfeita para a situação, inclusive).
Não poderia me dar ao luxo de ficar rolando de lá pra cá em meu banheiro, praguejando Deus e o mundo por conta disso. Ninguém teria compreensão o suficiente (talvez soasse até como desculpa esfarrapada). Com esforço abusivo, tentei por longos e cansativos minutos levantar, até finalmente conseguir de fato, me apoiando ao rodo.
Tentei me maquiar, para tapar minhas vergonhas, mas a pele não mais aceitava. Pus o mais frouxo vestido e mesmo assim ele ficou extremamente atarracado (um custo foi pô-lo, não só pelo formato diferente do vestido e do corpo, mas também pelos meus novos pequenos bracinhos). Ao sair da porta - um tamanho custo - deparei com estranheza com o que encontrei lá fora. Apesar de ter ciência daquilo que me cercava, me sentia estrangeira em minha própria rua. Estava envergonhada de mim e tentava com desconcertados três jeitos tampar a aparência feiosa.
Parti em direção ao ponto de ônibus e nos primeiros passos notei que os que passavam por mim não davam a mínima para a aparência grotesca que eu tinha. Se quer importavam com a grande dificuldade que apresentava ao andar.
Ao olhar para as placas dos ônibus não consegui mais decifrar as letras. Tudo não passava de signos sem lógica aparente. A cada segundo me sentia mais apartada do mundo torto com meu corpo gordo. Desorientada, perguntei aos em minha volta se meu ônibus havia passado, mas o silêncio foi o único retorno dado. Talvez não tivessem me ouvido - muitos ouviam música. Perguntei de novo e mais alto. Nada. Mais alto. Nada.
Mais alto.
Nada!
Mais alto.
Nada!
Berrei.
Acenei.
Nada!!!
Cogitei, meio à exclusão e fúria, que a invisibilidade total fosse mais uma infortuna realidade da minha nova vida de praga. Desgostosa, notei que por conta dos acenos, forcei o vestido, rasgando-o por toda lateral. Furiosa, terminei de rasgá-lo, ali mesmo, em frente todos, desnudando-me aos que quisessem assistir. Mas nenhum espectador tive, nenhuma olhada de canto de olho. Nada. Ignorada de forma circunférica e nua para mim mesmo, andei doida e doída rumo à casa novamente.
No caminho, os que andavam contra mim, não esboçavam qualquer reação ao passarem por uma bola viva e deforme andando nua e pálida pelas calçadas. Chorosa por todo o mundo cão que estabelecera em minha vida num estalar de dedos, escorei em um cantinho de um grande muro e lá fiquei em copiosas lágrimas. Quanto mais me via ao fundo do poço, mais sentia o desamparo do mundo para comigo.
Minhas forças se esvaíram e a tardinha já se ia, dando espaço à noite. Lá ainda estava, intacta no mesmo local, apenas testemunhando o ir e vir da cidade compulsória. Quanto mais a penumbra dava lugar ao ambiente, mais notava que minha pele perdia sua palidez. Quanto mais escurecia, mais eu percebia que começara a ganhar olhares.
Ao chegar a noite total, me assustei por completo: minha pele brilhava e cintilava constantemente, chegando a doer meus olhos. Um pouco tonta e extasiada com aquela nova situação (justo agora que havia começado a acostumar com minha redondez), tentei levantar, bambeei as perninhas, tropiquei e caí. Quando me dei por conta, um grande círculo de inúmeras pessoas haviam se formado em torno de mim. Embasbacados, tiravam compulsoriamente fotos. De repente, todo o cenário de minha vida mudara novamente: da exclusão total ao instantâneo espetáculo público.
Provavelmente minha luminosidade escondia meus defeitos, tornando-me visível e atraente aos demais. As pessoas continuavam juntando-se em volta de mim, tirando fotos e ligando para as outras, espalhando a notícia de minha existência. Devido ao meu rápido sucesso noturno, minha luminescência não demorou para chegar aos ouvidos do governo, que logo tratou de encaminhar viaturas ao local, me capturando abruptamente.
Na delegacia fui indagada se fazia parte de um atentado terrorista ou comunista contra o governo. Respondi - como costumo responder idiotices - com um riso sarcástico de canto de boca. Após um período de tempo me provaram, pela existência de inúmeros documentos, que eu era propriedade governamental e deveria ser de exposição pública em praça. Me informaram que os interessados em provarem de minha luz, pagariam aos cofres públicos a quantia de R$ 1,50.
Atordoada e aflita com tamanha desgraça em tão pouco tempo, berrei em surtos e rolei em prantos reivindicando em fúria o meu direito de rolar e voltar. Fui arrastada para dentro de um furgão e lá mesmo me entreguei à exaustão daquele inferno corporal.
Acordei e já era dia. O meu nome, já era outro: Luna, assim me chamavam. Lá estava eu fixa e imóvel em um pedestal, tornando-me elevada em relação aos demais transeuntes. Todos poderiam ver-me por toda a extensão daquela senhora praça. Mas, já era dia e todo o meu sucesso se esvaiu ao findar da noite - novamente, era invisível aos demais. Só me tornaria espetáculo público ao anoitecer dos dias, sendo exposta à exaustão. Fui fotografada e exibida por todos, fui motivo de turismo para muitos.
De um dia para o outro veio o ruir do meu mundo, o sucumbir de minha vida. De um dia para outro, uma bola gorda luminosa me tornei, em cartaz por tempo indefinido. Quanto mais passavam os dias, mais raquítica e minguada ficava - meu brilho foi apagando aos poucos, mesmo a noite. Fui me tornando desinteressante ao grande público, e minha existência desnecessária a mim mesmo.
Se continuar minguando mais - disse os homens do governo ao me examinarem - acabaria entrando em colapso. Imaginava que aquela visita iria me trazer o resgate por parte deles e o esquecimento por parte de todos, mas não foi isso que ocorreu. Continuei pregada à praça e marcaram apenas o provável dia de meu colapso: 8 de outubro.
Dia 8 tornaria-se então dia de evento na cidade. O meu colapso seria assistido e transmitido por muitos. Havia expectativa para o grande show de minha desgraça. Até o chegar do grande dia, me minguava cada vez mais. Vivia cada vez menos. Ate o chegar do dia 8, fui esquecida pelo mundo, mesmo ao anoitecer.
Dia 8. A praça tinha sido decorada por homens do governo durante o dia. Meu pedestal havia sido reformado e também decorado. A fila para minha exibição metade forca, metade haraquiri, era grande mesmo quando ainda era claro. A expectativa alta dos humanos era proporcional a angústia que sentia - tanto é que comecei a agradecer aos céus pelo meu provável fim.
A noite havia invadido a cidade. Meu corpo sem brilho começara a ficar febril e minha pele, avermelhada. Meu último feixe de luz acabara de partir e fui tomada por um calor carmim e ardente. Gritava aos montes e era escutada pelo nada - mas observada pelo tudo. Sangrava pela pele enquanto me esvaziava por dentro. Ao viver de meus últimos suspiros, ouvi, no meio de toda exultação daquela multidão, o cochicho de uma voz amada:
“És bela, mesmo sendo redonda. Prossegues em morte, iluminando este mundo de vida. Não resmungues de seu chamado. Seja pura, mesmo na praga de seu pior pecado. Seja linda, mesmo no caos. Seja visível a todos, mesmo sem platéia. Ao morrer, tornes estrela redonda neste céu quadrado. Tu consegues, pois és e continuarás a ser, Luna de sangue.”

projetovestlev

projetovestlev:

A primeira publicação deste grupo será da música que inspira o nome do mesmo. Nós temos um sonho, um projeto. E frente este projeto há um rio de águas fortes querendo nos empurrar em direção contrária à realização dos nossos projetos. Sinceramente? Seja qual for a força dessas águas, elas não serão bem sucedidas. O motivo? Somos fortes. Temos apoio necessário. Temos um mundo de conhecimento a nossa disposição. Quer outro forte motivo? Temos a nós mesmos - para que possamos nos fortalecer, encorajar. Temos a nós mesmos para que possamos virar um pro outro e dizer:

"Vai, levanta e anda!"

Aqui, parte da letra da música:

"Num cemitério de sonhos, graças a leis, planos
Troco de jogo, vendo roubos, pus a cabeça a prêmio
Ingênuo, colhi sorrisos e falei — vamos!
É um novo tempo, momento pro novo, ao sabor do vento
Me movo pelo solo onde reinamos
Pondo pontos finais na dor, como doril, anador
Somos a luz do senhor, pode crer, tamo
Construindo, suponho não, creio, meto a mão
Em meio à escuridão, pronto, acertamos
Nosso sorriso sereno hoje é o veneno
Pra quem trouxe tanto ódio pr’onde deitamos

Quem costuma vir de onde eu sou
Às vezes não tem motivos pra
Seguir
Levanta e anda, vai
Mas eu sei que vai, que o sonho te traz
Coisas que te faz
Prosseguir
Levanta e anda, vai

Eu sei, cansa
Quem morre ao fim do mês
Nossa grana ou nossa esperança?
Delírio é
Equilíbrio entre nosso martírio e nossa fé
Foi foda contar migalha nos escombros
Lona preta esticada, as enxada no ombro e nada vim
Nada enfim, recria
Sozim, com alma cheia de mágoa e as panela vazia
Sonho imundo
Só água na geladeira e eu querendo salvar o mundo
No fundo é tipo david blaine, mãe assume, pai some
De costume, no máximo é um sobrenome
Sou terror dos clone
Esses boy conhece marx, nóiz conhece a fome
Então cerre os punhos, sorria
E jamais volte pra sua quebrada de mão e mente vazia

Somos maior, nos basta só
Sonhar, seguir!”

Para as gostosas sem defeitos e os seus correspondentes masculinos:

O que leva você a todo este enaltecimento? Vai, me diz, o que faz de ti “O bom”? E de você “A boa”? São as marcas costuradas em suas roupagens? O sangue azul que lhe confere lisura nos cabelos? Ou são os vários espelhos elogiosos e subalternos que lhe chupam o saco incessantemente? Vai! Me conta, ó rei, o que lhe dá toda esta gostosura e empáfia! Me conte, pois traquino em meu vão pensamento inferior os motivos de você tanto se auto enaltecer. Afinal és para mim exemplo do que não ser. E, no final, se não quiser me contar seus nobres pensamentos vaidosos, eu lhe entendo - talvez eu não tenha alcançado a nobreza necessária. Mas, em troca lhe dou um mínimo recado: lembre-se: todo este auto-enaltecimento narcisista será amanhã, no teu murchar de peles e cair de dentes, consumido pela terra.

  Não faz, para mim

    Sentido nenhum

           Você de um

                                                                                                  lado

                      e eu

                                                                                                  do outro.

Sim, desse jeitinho!

Nos opostos

Mas, lá no fundo

Juntinhos.

Me responda sinceramente,

Garota:

Pra quê ficarmos

Em calçadas opostas

Se, na real

Estamos na mesma rua?

santhay

santhay:

Os olhos: Ímãs magnetizados a ver e seguir os movimentos que fazes;

A boca: Armada pro que der e vier, pronta pra receber como munição seus beijos, pronta pra disparar e destruir conceitos, deixar feridos inocentes;

Os dedos: Ah! Transformam-se em espiões, exploradores que sutilmente marcam…

No findar imposto, você se impôs como uma dúzia de poemas jogados ao léu em vulgo três pontos.

P.S.: Sim, eu sei - desvalorizar meu letrar sofrido é tolice. Mas, convenhamos: não era um sonhar deveras alto ter um rumo mais nobre.

23 de dezembro de 2013

Ele foi cheio de alegrias, abraços sinceros e conexões mentais raras, ele foi dia intenso. E, já estava em suas últimas horas de um viver diverso em várias almas. Seu Brilho já havia se posto (mas, calma - ele retornaria doutro lado daqui um instante).

"Onde estavas tu?". Bem, uns 15 minutos no aguardo do ônibus e, enquanto isso, conversas infindáveis comigo mesmo. Embarco na primeira de três opções possíveis, 2-5-7. Assento único na lateral esquerda, do lado oposto da porta traseira. Sento-me, sinto-me e, mochila ao colo.

"Boa viagem!". Obrigado! "Senhora, essa sombrinha, é sua não é? Acaba de deixá-la cair sem se aperceber", "obrigada, meu filho!". Lhe digo "não há de quê" mentalmente, e ela o escuta por ver meu sorriso de canto de boca.

Sissi (como daqui uns instantes descobriria sua graça), embarca conosco na viagem. Se acomoda também ao fundo, carrega em mãos uma sacola relativamente grande. A atenção minha se volta para fora, para minhas meras divagações efêmeras.

"Me ajuda aqui fazendo favor, moça" - diz a menininha morena que, com esforço, tenta empurrar um monociclo para dentro do ônibus pela porta traseira. A moreninha que completará daqui algumas semanas 10 anos, domina o objeto e senta duma vez perto de mim, perto de Sissi.

Ouço vozes carregadas de sotaque perpassarem o corredor do ônibus, até tomarem forma: dois homens, altos, trajados de vestes hippies, amarronzadas. Um leva sacolas, o outro uma placa de pano carregada de brincos e acessórios artesanais. Eles se sentam perto de mim, perto de Sissi, ao lado da moreninha. Sissi se vira para trás e puxa conversa:

- Ela já consegue andar nessa bicicleta aí?

- Não, não. Nesta aí não. Ela anda, mas é numa pequenina assim.

Eu vou fazer teatro ano que vem! - diz animadamente a moreninha para Sissi.

Sissi, em resposta, sorri. Sorriso largo, olhos brilhantes, rosto mágico. Se encanta magicamente pelo trio que talvez fosse tarjado como vagabundos por outra senhora branca, rechonchuda, classe média, cristã. Seu sorriso perdura até se lembrar de algo e perguntar ao homem de cabelos louros, pés sujos e chapéu na cabeça:

- Vocês estão indo para casa agora?

- Sim, senhora. Estamos partindo para casa.

- Ah, que ótimo! Conhecem charuto? Sabe, de repolho, recheado com carne seca?

- Nossa, claro! Já comemos sim, é muito bom, senhora!

- Eu estava na casa duma parente minha agora e ela faz uns que são deliciosos. Ela me deu dois sacos com uns 10 charutos em cada. Está aqui, olha!

Sissi estende um dos dois sacos e mostra ao grande homem. Diz:

- Você aceitaria ficar com um desse para vocês? É só refogar que fica maravilhoso!

- Mas é claro, minha senhora! Aceitamos sim, com prazer.

- Então este saco é seu, eu ficarei com o outro.

- Muitíssimo obrigado, senhora!

A linda moreninha, feliz com o bom grado, pergunta a senhora:

- Moça, qual é o seu nome?

- É Sissi, menininha.

- Sissi?! Olha pai! Ela tem o nome do meu caderno!

Sissi ri e diz:

- É… já odiei muito este nome. Quando era da idade dela, relutava por me chamar assim.

- Ah senhora, o nome é lindo e ainda está no caderno de minha filha. Eu também não tenho um nome que gosto.

- Ah, é? E qual é teu nome?

- Ivan. Sei lá, não gosto dele. Nunca gostei, mas a gente acostuma.

- Sissi, eu já disse pra você que ano que vem eu irei fazer teatro?!

- Já sim, mocinha.

Enquanto tudo isso acontecera, lá estava eu, sentado virado para eles, com um rosto bobo e um riso grande  que tentava disfarçar sem resultados. A cena, de tão bela, se assemelhava a propaganda mais bonita de Natal - as que passam no horário nobre, com uma narrativa feliz e uma música confortante ao fundo. Tenho a certeza de que a conversa não parara por aí, pois infelizmente eu que tive que parar na conversa e estes são os únicos diálogos que saberei.

Ao ouvir cada palavra, eu criava uma resposta mental. “O mundo precisa de mais pessoas como vocês”, ou “Ivan? Este é o mais belo nome. Meu pai, que morrera há anos, o tinha.”, depois “Teatro, menininha? Ah, você não irá se arrepender! Irá amar e eu um dia terei a oportunidade de ver uma grande peça sua!”. Mas, no fim, não disse uma palavra sequer. Desembarquei do ônibus mudo, sem esbarrar no mundo de Sissi e de Ivan - não fora por vergonha que assim agi, apenas meu encantamento era tamanho que não conseguira dizer o que pensava. Estava extasiado.

Pus os pés na calçada e encostei carinhosamente minha mão no ônibus, sentindo a lataria suja até que ele partisse. Comecei o trajeto a pé, rumo à casa. Meu rosto bobo e meu riso grande ainda estavam lá, fielmente presentes em minha face - quanto mais passos dava, mais sentia a brisa fria em minha pele e a leveza do ser em minha alma. Todo o decorrer do dia e, principalmente, o viver de Sissi e Ivan me fizeram sentir o encantamento da vida.

Todo o 23 me fez.

E me fez ter a certeza do lado bom da vida.

Me fez sentir o ser humano puro, em sua essência grande.

E ao sentir todo o êxtase desses bons momentos, dessas boas verdades, eu sorri.

Sorri grande.

Ri alto.

Ria,

Ria,

Ria

Ria e ia

Com os passos moles

De um corpo apaixonado.

Ria intensamente e gargalhava alto.

Abria os braços para a rua de chão molhado.

E rodopiava. Perdidamente. Na rua da vida. Rodopiava e piava risos como um pássaro ao sentir sua liberdade.

Senti a finesse de Bárbara.

Os olhos bondosos da vó.

Sorri o sorriso bobo de Henrique.

Abracei o abraço de choro de Leonardo.

Vi o alimentar do lobo bom de Alexandre.

Amei o amor cego da mãe.

Cuidei do cuidado sincero de Daniel.

Pratiquei, no rodopiar de risos (na rua sozinha, mas cheia de minha vida), todos os verbos que pude. Senti o melhor lado de todas as grandes personalidades que conheço. E, concluí: preciso viver mais 23 desses por aí.

P.S.: Ao estar em 98 postagens aqui, no meu amigo fiel, desesperei em pensar que o centésimo post teria de ser especial (e eu não tinha sequer uma ideia). A vida, tão bela como foi ontem, me presenteou com estes viveres e seres únicos, que me piraram e inspiraram a tecer estas palavras. Três pontos multiplicaram-se em cem. Mas, sem pontos finais